sábado, 11 de abril de 2009

Linguiça, costela de boi e picanha





Sabadão de Páscoa mas nada de ovo, chocolatinho. Nada de bacalhau, coisa de português! Um belo de um churrasco, um sambinha na vitrola! Ê beleza, feras. E ainda por cima, um fim de semana de futebol. Opa, se é! Hoje, com Neymar/K.Pereira versus Keirrison/D.Souza; e no litoral, a peleja é entre Reinaldo/V. Simões e R. Pimpão/C. Alberto.

Ignoremos a discrepância entre as duplas paulistas e cariocas, pendendo fortemente para o lado da terra da garoa - a crise praiana de anos e anos fez isso aos malandros, paciência. Fora isso, os dois jogos têm temperos bem legais. São decisivos, grande contra grande...

Ambos às seis e pouco da tarde. E como hoje é dia de colocar o jornal no ar, dei sorte com o horário. Se fosse às quatro, estaria saindo de casa, dentro do metrô, indo atrás do pão dos meninos. Assim, vou poder acompanhar pela telinha, caladamente (?!), sem que ninguém perceba.

Amanhã: hora de Fla e Flu e Corinthians/Ronaldo contra o São Paulo. Aí, sim. Com a marmita garantida, olhos arregalados, unhas à boca.

O que é um domingo sem futebol? Coisa das mais chatas.

_______

[1] Reparem no tamanho da propaganda na capa do caderno de esportes do Estadão. Incrível! Parece mentira. O dinheiro em detrimento da informação. Mas isso aí é papo para outra hora.

[2] Essa coisa de domingo sem futebol é papo para o Carlinhos. Vou sugerir. "Não gosto que me pautem", diz. Mas vou sugerir mesmo assim. Opa, se vou.

Da origem das merdas da vida e Do fim da vida de merda

Alerta: conteúdo nada sedimentado, que pra nada serve, sem gancho, sem motivo, espirrado no teclado. "Leave now and never come back", já dizia o sábio Sméagol. Para o bem da sua sanidade: vá e não volte.

Texto de Carlos Simplício

Tudo vem da sacanagem. E no final, a vida termina ou em uma melancólica despedida ou, claro, em uma sacanagem maior ainda. Essa coisa de que tudo vira pó é balela. Tudo vira sacanagem ou se finda no momento de uma despedida pálida, de um cinza bem feio.

Um tapa na cara, uma cuspida no meio do peito, um vômito grosso no chão. E daí? Tudo veio da sacanagem. Porque a sujeira iria macular a sacanagem, se ela é uma merda mesmo. Não há o que macular. Que estapeie, que cuspa, que vomite, ora! E daí?

A vida é uma linha temporal em que nos inserimos, série de eventos que vivemos, amontoado de lembranças e esperanças? E se a vida for uma bela merda, como fica?

De onde vêm as coisas, as merdas, as sujeiras e a sacanagem, lugar onde tudo termina, fora uma despedida patética?

Vêm de um genezinho mínimo invisível? Vêm da cegonha? Vêm do divino Espírito Santo? Vêm da barriga da mamãe? Vêm de onde, afinal de contas?

De onde vem a vida? De onde vem a merda, que sempre acaba ou na sacanagem ou em um tchauzinho sem graça?

Ora, e daí? Esqueçam tudo. De que importa isso, se no fim viraremos todos pó, resultados de uma grande orgia?

Que não se negue! Não é balela coisa alguma: findaremos todos em poeira, definitivamente.

Cacete, que sacanagem!


Palavras & Arranjos III

** À parte o texto do Carlinhos, novo colaborador do blog, vamos relaxar os ouvidos. Norah Jones com "Sunrise". Consigo dormir, fones nos ouvidos com ela cantando, à época, em pleno verão paulistano, dentro de um ônibus daqueles que você olha e pensa em desistir de fazer sinal.




** Como hoje não há livro, vamos à mais música. A dica dessa vez é um dos meus prediletos. Opa, se é! Tomem aí Dave Matthews, campeões. "Where are you going" ao vivo. Dá vontade de sorrir quando ouço essa música. Vai saber...


sexta-feira, 10 de abril de 2009

EleFante, pesado e leve como uma pluma de chumbo

Você que nunca leu, olhou, viu, passou a mão, sentiu o papel, a textura, o cheiro de Pergunte ao Pó se sinta um menininho sem um ovo de chocolate na Páscoa, sem uma barrinha de Choquito que seja. É como brincar de bola sem a bola, como saber nadar sem ter mar por perto, como uma mocinha de vestido novo sem festa para ir, é como saber ler sem ter palavra alguma pra ler.

Pois, Joãozinho tem o ovo de chocolate e uma caixa cheia de Choquitos a oferecer. Opa, se tem! São duzentos e quatro pedaços de papel cheios de linhas, frases, palavras que vêm como puro cacau com amendoim para encher o estômago.

O chocolate dessa Páscoa, para quem quer um docinho de qualidade, coisa boa, tem mesmo é que pegar um livro, seja os mais fininhos ou os grandões intermináveis. Mas a dica desse bloguinho é a caixa de Choquito, chocolatinho dos mais saborosos, que o moço João deixou para nós. Língua sem papas a dele. Opa, se é! E a orelha (e prefácio) feita pelo Charles, creiam, coisa boa.

Pergunte ao Pó é daqueles livros fáceis de ler mas ainda assim densos. Por vezes, têm que se voltar ao ínicio da frase pra entender o seu sentido ou até mesmo reler uma página inteira. Joãozinho escrevia fácil. Muito bom o moço do Choquito. As linhas fluem. Arturo Bandini, o personagem principal do livro, é precisamente posto página à página, palavra à palavra, nu e entregue bem à vista de quem quiser ler, principalmente os chocólatras, amantes de doces que são.

Ah, essa Páscoa! Adoçada pela história californiana de um aspirante a escritor de descendência italiana vindo de Nebraska. E que tomem cuidado e saiam da frente: enfio o nariz na historinha de João e saio pelas ruas, suando, tomando vento no rosto, com o barulho dos trilhos do metrô, nem ligo, fera. Estou lendo e andando (!) esses dias, não quero nem saber.

Em tempo: seja em casa ou na redação, chocolate não falta. Não que me encha os olhos mas mesmo assim não ligo... lendo, andando, comendo, tanto faz. Não sei mais nada. Ah, quer saber, pergunte ao pó, ora bolas!


Palavras & Arranjos II

** Pergunte ao Pó, do americano John Fante, publicado pela editora José Olympo. Há até um filme sobre o livro. Por ora, claro, preferi o livro à película.









** Fugindo um pouco dessa americanização, por mais que sadia nesse caso, ouçamos um sambinha, coisa bem nossa. Eis, Cristina Buarque, em parceria com o Terreiro Grande, cantando "Já chegou quem faltava" de Nilson Gonçalves.


Os quatro blocos de música do cd "Cristina Buarque e Terreiro Grande - ao vivo" são uma boa pedida, principalmente o segundo, com vinte e oito minutos de samba.

domingo, 5 de abril de 2009

"Quarenta minutos antes do nada"

Exemplinho que vale a pena

Existem textos que, quando lidos, saltam pra fora do papel, da tela do computador. Eles se engrandecem, ganham vida, cor, textura, forma. O conteúdo fervilha se percebido, se lido e entendido. Abra-se a cuca, a mente, a caixa pensandora acima do pescoço e que se leia o que vale a pena. Mesmo os textos pequenos, as frases soltas, as palavras soltas que nem frases formam. Os grandes também, claro. Os textos compridos têm seu valor, ora pois. Demoram pra ser lidos mas, por vezes, valem o tempo gasto.

É possível achar pela web coisas assim. Coisas saltantes em forma de textos, seja do tamanho que for. Para todos os gostos. Singelas ou exageradas. Densas ou "de passagem". Textos pequeninos ou grandões. Uma grande rede de palavras juntadas que anseiam se mostrar para público que é sempre representado pelos olhos do leitor focados no palco, nos artistas, nas próprias palavras, os atores do espetáculo.

Um aperitivo, um exemplinho, coisa pequena, texto vinculado em um dos espaços mais seletivos e dos que mais valem a pena dentro desta tal rede de palavras. Eis um trecho de um representante de tudo o que espirrei aí em cima:

"Homenagem de um gremista fanático

Por AIRTON GONTOW

Airton Gontow, 47 anos, é jornalista, cronista e gremista fanático. Costuma dizer que não é gremista doente, "porque doente é quem torce para o Internacional".

Diante deste lindo céu azul confesso a vocês que torci muito para que os festejos do centenário do Internacional de Porto Alegre não acontecessem em momento assim tão favorável.
(...)

fui a um programa de televisão, em 2006, e quando me perguntaram se eu achava "que o Internacional tinha chances" de ser campeão, respondi: "Sua pergunta está errada"
, para o espanto do apresentador. "Não existe Internacional. Este time, aliás, deveria ser denunciado ao Procon, porque está vendendo camisetas, títulos de sócios e bandeiras, dizendo que é Internacional, mas não é, porque nunca ganhou nada lá fora!"
(...)
Neste lindo dia de céu límpido e azul conto que torci e sonhei que chegasse o inevitável dia deste centenário com o meu inimigo Internacional sem poder dizer: "Somos campeões do mundo!"

Diante deste céu azul eu digo que..Ops! Vejo que já se aproxima o entardecer. Há no horizonte uma linha distante. É vermelha. Agora está mais nítida e começa a se espalhar pelo horizonte e a dividir em parte a magnífica vista que tenho à minha frente.

O mar é azul! O céu é azul! A Terra é azul! Mas confesso que também há encanto e beleza neste tom vermelho que invade mais uma vez o espaço celeste que até há pouco reinava sozinho.

Vou ter me conformar. Está escrito nos céus. Azul e vermelho vão conviver para sempre neste duro, doloroso e lindo duelo.
"

O Juca sempre nos mostra textos diferentes, de pessoas que não necessariamente conheço. Roberto Vieira talvez seja o meu predileto entre esses que colaboram lá no blog. Sempre com frases curtas, parecendo versinhos de um poema. Dos que eu li, o amigo Roberto meteu bala, mandou bem. Até porque, tudo é muito selecionado por lá. Coisa boa não falta.


[1] O texto de Airton Gontow foi publicado pelo Juquinha em 04/04/09 às 21h53. Para quem quiser dar um confere, basta ir nos arquivos do blog e apreciar na íntegra.


Palavras & Arranjos - I

* LIVRO: li esses dias "Adorno & a arte comtemporânea" do professor mineiro Verlaine Freitas.
É de uma coleção sobre filosofia em um "passo a passo" da editora Jorge Zahar Editor
. Outra boa pedida. Livrinho com um conteúdo interessantíssimo. Um gancho, quem sabe, para mais filosofia.





* MÚSICA: Willie Nelson cantando "Can I Sleep In Your Arms".

"And I need someone's arms to hold me
Till I'm strong enough to get back on my feet"



domingo, 7 de dezembro de 2008

Hora do intervalo


"Fighters fight, right?" Esse é o motivo pelo qual o famoso lutador Rocky Balboa decide voltar aos ringues no mais recente filme da série.

Um lulator fora de combate perde a sua principal razão de ser.

Há coisas que perdem o sentido se forem colocadas fora de seu espaço, fora de seu contexto. Coisas, tradições, lendas, mitos morrem, se não perpetuados.

"Fighters fight, right?"

Pois onde estará o preto e branco para lutar com o vermelho e preto? Não teremos luta? Os lutadores, por cerca de oito meses, não se enfrentarão?

O domingo, dia sete do mês de dezembro, acabou assim: apartaram a luta.

Mas que seja a breve o intervalo.

[1] Isso aí chamou a atenção: ainda existe jogador-torcedor. Ainda bem!




[2] Vinte anos contra seis meses. É justo culpar o Dinamite?

[3] Tentem ignorar o Kléber Leite na foto, por favor.

[4] Créditos da imagem: sem créditos.
(Zico e Roberto Dinamite apertando as mãos, no Maracanã - e onde mais haveria de ser, não é verdade?)


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"Marcação homem a time"


Pára tudo, rapaziada!

Isso...

Parem e prestem atenção.

Sabe quando duas coisas podem parecer antagônicas, diferentes mesmo, impossíveis de se colocar lado a lado?

Certas coisas não casam e outras parecem não "poder" casar.

As que não combinam, tudo bem. Que fiquem uma de um lado, outra do outro. Beleza.

Mas que história é essa? Que lorota é essa que dizem por aí que tem coisas que "não podem andar juntas"? Palhaçada, isso sim!

Quem disse que jornalista esportivo não pode ter time de coração? Hum? Me respondam, por favor.

Aprendiz que sou, me contento em saber que ainda não tenho o dom de falar do time que mora nesse lado esquerdo aqui sem ser, digamos, parcial. Evito ao máximo, de verdade.

Mas há aqueles - de dom talvez inalcansável - que o fazem de modo imparcial. Fazem jornalismo mesmo cantando que nem louco o que sente pelo seu time.

Juca Kfouri prova que é possível ser corintiano - do preto mais escuro e do branco mais claro - e, ainda sim, ser um baita cara, um baita jornalista.

Com vocês, Juca, o corintiano:

"NÓS, CORINTIANOS , somos os tais que temos um time em vez de o time nos ter, na frase imortal do saudoso jornalista José Roberto de Aquino.

Nós, corintianos, temos a mania de nos bastar, de ir ao estádio para nos curtir, às vezes mais mesmo até do que curtir o time.

Porque nem sempre o time é daqueles de se curtir.

Mas nós, não.

Seja qual for o nosso estado de espírito, nada como um estádio repleto de nós.

Temos uma incrível capacidade de lidar com a frustração, tanto que já jejuamos por 22 anos e, mesmo assim, em vez de emagrecer, engordamos.

E como!

Consolidamos nossa maioria em tempos de seca, tornamo-nos insuportavelmente ainda mais numerosos nos tempos de colheita e nos demos até ao luxo de provar que a Série B, de Brasil, pode ocupar o espaço antes dedicado à Série A, hoje de Argentina, mas, quando nela estávamos, então A de América, que é maior que o Brasil.

(...)

No Estado e nesta desvairada cidade, cujo maior defeito, como se sabe, é não se chamar Corinthians.

Nós, corintianos, portanto, podemos e até devemos festejar a conquista que se aproxima inexoravelmente."

Para finalizar, só digo que não me esqueço de um texto no Blog do Juca, referente ao rebaixamento do Corinthians. Ele dizia que o blog não falava de Série B. Em 2008, falaria, como sempre, apenas da elite do futebol, o que inclui o Corinthians. A parte que mais que chamou a atenção foi essa:

"(...) um clube terá acompanhamento em regime de marcação homem a time, sem tréguas, mesmo na Segunda Divisão.

Desnecessário dizer o nome do time e a razão de tal decisão."

Quem disse que não se pode torcer e fazer jornalismo?

É para poucos, confesso.
crédito da imagem: 1- Daniel Kfouri

[1] O texto do Juca foi publicado essa semana na Folha de S. Paulo, com o título: "Nós, corintianos". O texto na íntegra está no Blog do Juca.

[2] Esse texto do blog está aqui embaixo, na íntegra:
"Aos navegantes

Este blog acompanhará a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, como sempre.

E este blog não acompanhará a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, a não ser no fim, como no ano passado.

Mas, diferentemente do que este blog fez no ano passado, um clube terá acompanhamento em regime de marcação homem a time, sem tréguas, mesmo na Segunda Divisão.

Desnecessário dizer o nome do time e a razão de tal decisão.

Começa amanhã, sábado, às 16h, no Pacaembu, contra o CRB..."




quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Quando o gigante tropeça nas próprias pernas



"Companheiros, continuem fazendo as mesmas coisas que vocês faziam". [1]

Simples, certo? Nem sempre.

Uma vitória, três pontos no bolso e a perspectiva de subir na tabela já basta, certo?

Nem sempre.

Há sempre aquele que quer mais. Sempre há aqueles não-pensantes - no mínimo pouco pensantes - que querem dar passos além das pernas.

Pois bem, em mais uma das suas, o fanfarrão - pra não dizer mais - presidente do Flamengo, falou o que todos os jornais já deram.



Rapaz, essa tal festa do hexa só fará com que os cariocas fiquem no penta mesmo.

Nada mais.

Mas sabem do pior? Tem muito flamenguista por essa nossa internet de Deus falando que é isso mesmo. São os maiorais, os melhores e têm mesmo é que festejar o sexto caneco, mesmo ainda (!) quatro pontos atrás de palestrinos e gremistas.

Vai entender esse flamenguismo.


**

"Torcedor do Flamengo, você prefere ser hexacampeão brasileiro ou que o Vasco seja rebaixado para a segundona de 2009?"

"Meu voto seria para o rebaixamento do Vasco, tendo em vista que o título seria comemorada 1 semana e esquecido…já o Vasco seria zuado durante 1 ano inteiro..." [2]

Flamenguistas bons de idéia, convenhamos, título é título. Mas mesmo assim...

Mesmo assim aqueles que pouco refletem preterem o titulo em função da queda do rival.

Essa torcida vermelha e preta mais está parecendo aquele Miranda cruzmaltino que vivia falando que vencer o Flamengo era um título à parte - basta ver o estado do seu ex-clube para perceber o quanto alheio o Vasco estava e está dos títulos que realmente importam.

Rivalidade é rivalidade, e título é título, galerinha. E não me venham falar o contrário.

Francamente...

Vai torcer mal lá na Gávea!


**


Ele mal chegou e já pegou o espírito da coisa.

[3]

Que se atenham a esse vídeo todos aqueles que prezam pelo real modo de torcer e jogar por um grande clube.


créditos das imagens:

1- Agência O Globo
(torcida do Flamengo)


2- Post do Urublog de Arthur Muhlenberg
(Márcio Braga, presidente do Flamengo)

[1] Frase do presidente Lula referente à crise bancária nos EUA, na tentativa de convencer os brasileiros a não pararem de consumir somente por se tratar de um período de crise mundial.

[2] O espaço internético do Paulo Calçade, da ESPN, - outra boa pedida esportiva -, nesta quarta-feira, tratou de dar espaço para que os rubro-negros responderem a essa infeliz pergunta.

[3] Essa é uma Palestra do Caio Júnior, técnico do Flamengo, antes do jogo contra o Sport, no Maracanã. De novo vale agradecer ao Urublog do Arthur Muhtlenberg.

sábado, 4 de outubro de 2008

Deixe para depois


Que não seja esse ano!

Que seja ano que vem, que seja daqui a dois, três, dez anos!

Que não seja justamente nesse ano.

Que vá o Fluminense, Ipatinga, Portuguesa, ou qualquer outro!

Que não seja no ano em que o futebol carioca e do Brasil se livraram de Eurico Miranda que o Vasco da Gama cairá para a Segunda Divisão.

Dos 20 clubes da Série A, o único que está proibido de cair é o Vasco.

Que o Sobrenatural permita que o ano em que a democracia prevaleceu na Colina vascaína não seja marcado pela queda de divisão.

O futebol não merece um revés tamanho, não agora, não esse ano.

2008 não pode ser marcado como o ano em que a ditadura euricana foi vencida e também - depois de tantas palhaçadas, tramoias, impáfias, corrupções, desmandos, caras-de-pau, vergonhas, tristezas, choros, incompetências, maldades e ignorâncias - como o ano em que o Vasco da Gama deixou de participar da elite do futebol.

O Vasco tinha que cair para a Segundona com o senhor Eurico Miranda na presidência, isso sim.

Agora não! Agora é a hora da democracia, não da ditadura.

Torço contra os imbecis ditadores, não contra à justiça.

2008 tem que ser o ano em que o futebol se livrou de um vírus, isso sim.

O Vasco tem ainda muitos anos para testar a sua incompetência, a sua fraqueza. Não precisa botá-las à prova justamente em 2008.

Meu desejo é um só para esse fim de ano, à parte os anseios mais íntimos, que não vêm ao caso: que caia qualquer um, menos o Vasco!

crédito da imagem: globoesporte.com
(presidente do Vasco, Roberto Dinamite, sendo hostilizado por torcedores)

[1] Sport, em Recife, e Flamengo, no Maracanã, são os próximos jogos do Vasco. Nada fácil, convenhamos.

[2] Alguém viu isso? Um copo foi atirado no campo durante a derrota vascaína para o Figueirense. E São Januário poderia ter siso interditado, e prejudicar ainda mais o time nesse finzinho de campeonato. Um copo de plástico como vilão do rebaixamento? Ih, rapaz, a coisa tá feia mesmo.

[3] E o Roberto Dinamite, tem culpa? Ele assumiu a poucos meses a presidência do clube e também não merece essa provavél queda.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A massa faz o esporte


Paixão pelo futebol. Algo passado de geração em geração.

A bola como primeiro presente de aniversário, o chute como primeiro movimento dentre os preferidos, as cores do time como as prediletas dentre todas as demais, o hino que não sai da cabeça, a descoberta das músicas da torcida de coração, as histórias do seu time, as façanhas do passado contadas pelos mais velhos. Tudo isso forja um torcedor.

Com isso, diz-se: a relação de um clube e sua torcida é estreita, sempre. Com variações, com nuancias peculiares, diferenças sem explicação lógica. Andam sempre de mãos dadas, ou à socos e pontapés esses que ficam fora e dentro do campo, mas sempre um perto do outro.

É batata falar: futebol sem a massa das arquibancadas fica, digamos, meio sem graça.

O Campeonato Brasileiro não foge a essa regra, camaradas. Não, não. Divulgados os maiores públicos da Série A, percebe-se infinitas situações a seream analizadas.

Quem não sabia que o Ipatinga era o time que botava mesmo gente nos estádios? Caso agravado, o mestre Juca sempre bate nessa tecla, pelo fato dos mineiros nunca divulgarem o borderô - contendo público presente, público pagante, renda, etc -, o que é coisa obrigatória segundo o Estatuto do Torcedor. Vaias, por favor!

E o público do Fluminense? Muito pouco, mas nada de anormal depois da pífia campanha no campeonato e, principalmente, depois da ressaca pela perda da Libertadores - e isso vai demorar alguns meses, se não anos pra passar.

Os pontos altos: Grêmio líder em segundo com 30 mil por jogo, e a Nação rubro-negra carioca em primeiro com 38 mil, mesmo com a vexaminosa sequência de 7 jogos sem vitória.

Os números são muitos, os fatos e situações trazidos por eles também. Mas atenhamo-nos ao início dessa prosa. Futebol sem torcida fica sem graça. Fato inegável.

O blogueiro fala agora o que pensa a alguns anos. Torço caladamente para que os bons times do Brasil sejam aqueles de maior torcida, ou melhor ainda, que sejam aqueles que levem mais público aos estádios. Cabem 15 mil? Pois lotemos esses 15 mil lugares. 10? Põe-se 10! E por aí vai.

Claro que não é para se esquecer do preço dos ingressos, da baixa qualidade do espetáculo, e da má organização do esporte - que causa isso tudo, inclusive.

Mas será que é pedir demais? Pedir por estádios um pouco mais lotadinhos é algo do outro mundo? Eu acho que não. E isso é um apelo aos clubes, principalmente.

Que os ingressos sejam mais baratos, que etádios sejam mais seguros e que o espetáculo seja mais vistoso.

E se não conseguirmos frear as exportações dos atletas e por isso a qualidade continue baixa e o futebol continue virando um esporte para se passar a bola de canela para canela, que fale-se o seguinte: façam - os clubes juntamente com as federações e a CBF - uma campanha para que o público vá ao estádios! Ele irá, mesmo com o jogo não sendo tão bonito.

É o time dele em campo, ele irá.

O futebol sem o coro pulsante das arquibancadas fica sem graça.

E tenho dito.

crédito da imagem: globoesporte.com

obs [1] Uma matéria no globoesporte.com (leia aqui) chamou atenção para esses números, apesar desses dados estarem constantemente disponíveis no site da CBF.

obs [2] Quem disse que somente nós arrastamos uma asa para esse jogo de chutar pelotas? Os argentinos não deixam por menos. Esse comercial de TV é peça obrigadotória para todo aquele que aprecia o futebol.



quarta-feira, 17 de setembro de 2008

E eles entram na última reta!


O Campeonato Brasileiro desse ano está desenhado. As coisas parecem bem claras: quem disputa o que na tabela. Os possíveis rebaixados, os candidatos ao canequinho nacional, e para quem vão as vagas nas competições sul-americanas.

Escancarou-se tudo.

N0 fim de semana, o São Paulo tirou o Flamengo da disputa pelo título, inegável; o sinal de alerta para os gremistas acendeu; o Palmeiras mostrou-se galopante em direção à primeira posição; os vascaínos começaram a coçar a cabeça, o rebaixamento está logo ali, assim como para o Fluminense; o Internacional deu sinais de recuperação, tardia é verdade; o Botafogo perdeu a chance de botar a cabeça por sobre os ombros do Grêmio, e parece que ficará nisso mesmo, disputando a vaga na Libertadores.

E por aí vai.

Ainda temos o Ipatinga acenando para a possibilidade de virar uma dor de cabeça para os outros competidores da parte de baixo da classificação; a estonteante recuperação goiana e o forte desejo do Galo³ em se firmar como candidato à queda para a segunda divisão.

O blá, blá, blá de que o título estaria no papo desse ou aquele - desde a época em que o Flamengo liderou, até agora, momento de egemonia dos gaúchos do Grêmio - está prestes a cair por terra.

Parece que ninguém aprende mesmo. São rodadas à fio, campeonato longo. Dureza total.

Bater o pé, dizer faltamente que o Fulano será campeão, e que o Sicrano será aquilo ou aquilo outro é coisa precipitada.

Fato mesmo, só a situação que se repete ano após ano: somos bastante nivelados futebolisticamente. Não há como negar. Grêmio, 1, Goiás, 2 prova isso. Assim como o fato do embalado Botafogo ter perdido para o Internacional, no Rio. O 1 a 2 mostrou que um time em crise, ou caminhando para uma, tendo um quarteto diferenciado¹, pode ganhar fora de casa, mas ao mesmo tempo é bem capaz de ficar apenas no meio da tabela.

O nosso futebol é assim. Cai, levanta; sobe e desce; vem e vai. A alguns anos, salve os raros e diferentes² que surgem de tempos em tempos, é assim.


¹ O Internacional tem em seu meio-campo coisas como o Alex, Guinazu - esse deu chapéu, caneta calcanhar e tudo mais no fim de semana - e D`alessandro. E no ataque, o absurdamente rápido Nilmar. O Botafogo, ainda que jogando no Engenhão, sentiu como é difícil enfrentar esse quarteto em um dia inspirado. Veja aqui o gol, bem bonitinho aliás, que D`alessandro fez.

² Cabeças pensantes raream cada vez mais, em todas as áreas. Em campo a coisa é mais dramática ainda. Difícil ver um cara que realmente pense com a bola, até mesmo sem ela. Alguém que faça o jogo parar, ou pelo menos que pareça estar mais lento. Aqui e acolá vemos um lampejo, um respiro, vestígios de alguém que faça isso aqui na nossa terra. Mas não basta. Quero mesmo um Kobe Bryant chutador de bola, isso sim! Veja abaixo esse monstro em um comercial de TV.



³ Esse ano é o ano do centenário do Atlético-MG. E para quem quiser ficar por dentro dessa história, mais especificamente sobre o título do Galo no Brasileiro de 1971, aí vai a dica: galocentenário.com.

crédito da imagem: aurelio.net

Palestrando em verde e branco

A Sociedade Esportiva Palmeiras também canta aqui no Depois do Lance.



"Olê, olê!
Eu canto: eu sou Palmeiras até morrer!
Dá-lhe alegria, alegria no coração.
Daria a vida inteira pra ser campeão!
A Taça Libertadores, obsessão!
Tem que jogar com alma e com o coração."

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Rubro-negrismo arretado

A Ilha do Retiro se inflama com a torcida do Leão. É a vez do Sport Clube do Recife, o Campeão da Copa do Brasil 2008!



"Pelo Sport nada?
Tudo!
Pelo Sport nada?
Tudo!
Então como é, como vai ser e como sempre será?

Cazá! Cazá! Cazá, cazá, cazá!
A turma é mesmo boa,
é mesmo da fuzarca!
Sport! Sport! Sport!"

sábado, 13 de setembro de 2008

Aconteceu


E não é que o líder perdeu a primeira em casa.

E não é que a boa fase do Goiás se extendeu até Porto Alegre.

É, o blogueiro errou. Esses três pontos não estavam no bolso dos gaúchos.

Um gol de bola parada feito com o pé, uma falha de Victor no gol de Paulo Baier e um cotovelaço do outro Vitor - o de verde, sem o c - em Souza: dois a um para os goianos. (Veja os lances aqui)

O líder do segundo turno fugiu de vez do rebaxaimento, e ainda joga as duas próximas rodadas em casa. Já o Grêmio passará a torcer por empates amanhã, quanto menos vencedores melhor.

Mas, claro, há boas notícias para os gremistas.

Jogaram melhor, amanhecerão líderes na segunda-feira e ainda são favoritos ao título.

Vendo por um outro ponto de vista...

Quem secou se deu bem. Bom para o campeonato! (Clique aqui e veja a classificação)

Essa reta derradeira será boa mesmo, e a rodada¹ ainda nem acabou!

**



Em tempo...

E não é que o Ipatinga largou a lanterna, rapaz!

3 a 2 no Atlético de Minas.

Esse centenário do Galo está mais pra lá do que pra cá.

Lembra o do tal "pior ataque do mundo", alguém lembra?

Sávio, Romário e Edmundo? Em pleno ano de centenário rubro-negro, um fiasco. Tinha musiquinha² e tudo.

Atlético, Atlético, te cuida!

¹ Grêmio 1 x 2 Goiás
Ipatinga 3 x 2 Atlético MG
Atlético PR pr 2 x 0 Portuguesa

Sport x Figueirense
São Paulo x Flamengo
Cruzeiro x Palmeiras
Vasco x Náutico
Vitória x Coritiba
Botafogo x Internacional
Santos x Fluminense

² A letra da música, inspirada em um comercial da Varig (veja aqui), tinha a seguinte letra: "Pior ataque do mundo, pior ataque do mundo. Pára um pouquinho, descansa um pouquinho. Sávio, Romário e Edmundo". Na época, os torcedores do Flamengo gabavam-se em possuir o "melhor ataque do mundo", e como o trio não deu certo... Tome piada dos rivais.

créditos da imagem: globoesporte.com

Que não seja verdade


Quando a culpa não é dos que mandam, o que há de ser feito?

Quando os resultados desapontam, quem há de se o culpado se não o atleta?

É, sim. Isso acontece, por incrível que pareça.

Os dirigentes mandantes da vez - por mais raras que sejam -, às vezes, acabam por não influenciar no desempenho dos atletas.

É duro falar isso, mas é um fato.

Jadel Gregório que o diga. Sexto em Pequim, ele passou longe de uma medalha.

Mas eis que Ja(r)del¹, nos três primeiros GPs de atletismo que vieram após os Jogos, mandou muito bem!

GP da Inglaterra, 17m13, ouro. GP da Suiça, 17m30, sua melhor marca do ano e mais um ouro. E hoje, em Stuttgart, fez 17m09 e ficou com a prata.

O que aconteceu com Jadel em Pequim?

O que acontece com os brasileiros em Olimpíadas?

Nada tem a ver com os dirigentes nem com a falta de incentivo em nosso país, até porque Jadel mora e treina na Inglaterra.

O que houve com Diego Hipólito (bi-mundial no solo), em Pequim? O que houve com Thiago Pereira (recordista panamericano), em Pequim? O que houve com Daiane dos Santos (na época, campeã mundial no solo), em Atenas? E a Fabiana Murer e a tal vara invisível? E o João Derly (campeão mundial de judô) que caiu diante de um adversário atrás de vingança amorosa²? E a Jade Barbosa que agora suspeita-se que tenha agravado uma lesão no punho³ durante os Jogos? E como não falar na bi-prata seleção "real" de futebol do Brasil, a feminina?

"A amarelinha pesa", dirá Zagallo. Pode ser.

"As Olimpíadas é que pesam", dirá o outro. Pode ser.

Mas e os campeonatos mundiais não pesam? As copas do mundo, e foram 5 (!), não pesam? Os GPs da vida, não pesam?

O que vem à cabeça agora é algo dramático.

Que não seja verdade!

Que não seja verdade que o "complexo de vira-latas",, evidenciado e propagado por Nelson Rodrigues tenha vindo à tona, agora em forma olímpica!

Que não seja verdade!

Mas cá no fundo, tenho para mim que isso seja, no mínimo, uma tendência para a verdade.

**

Enquanto isso na aula de história da faculdade...

"Existe um filme francês sobre a ditadura de Pinochet, no Chile. Nele há uma cena em que dois torturadores chilenos tentam arrancar uma infomação de um pobre coitado acusado de subversão."

Início da cena:

-É, ele não vai falar. Diz um deles.

-Teremos que chamar um militar brasileiro para cuidar dele. Completa o outro.

Fim da cena.

A sala de aula fez um barulho parecido com um gemido angustiado, até que alguém, tomado por um maravilhoso espírito de porco, falou:

Pelo menos nós brasileiros temos do que nos orgulhar!

E seguiram-se risadas ecoando pelas paredes.

**

Que não seja verdade que estejamos voltando aos tempos em que éramos inferiorizados por nós mesmos - se é que ainda não somos.

Que tenhamos do que se orgulhar, que tenhamos do que se gabar.

(...)

Pelo menos nós brasileiros temos do que nos orgulhar!

Pai do Céu, que tragédia!



¹ Tal como o ator Nei Latorraca é fácil e erradamente conhecido como Neila Torraca, provavelmente, Jadel Gregório é conhecido como Jardel Gregório. Nunca se sabe.

² O português Pedro dias, que derrotou João Derly nos Jogos de Pequim e tirou o brasileiro da briga por medalha, disse que João não havia sido apenas derrotado por ele, e sim humilhado! Tudo isso porque o português alega que João tinha saído com uma namorada sua.

³ A ginasta Jade Barbosa tem uma lesão gravíssima no punho, o que, para o pai da menina, se deve aos intensos treinamentos e ao medicamentos passados pelas seleção brasileira e seu departamento médico. A presidente da entidade (CBG), Vicélia Florenzano, nega a história e diz que não criará polêmica com a atleta, e acrescentou que Jade irá ser convocada para a seleção caso haja um aval médico.
(para ler mais sobre isso, clique aqui)

crédito da imagem:
1- Agência EFE/globoesporte.com
(Jadel Gregório, sexto lugar no salto triplo nas Olimpíadas de Pequim 2008)

O Tigre de Santa Catarina

Lá de Florianópolis vêm os tricolores do Criciúma Esporte Clube.

E para o internauta mais atento às músicas das torcidas (aqui ao lado temos uma pequena lista com antigos posts do Depois do Lance com vídeos das arquibancadas) é fácil perceber uma forte semelhança - para não dizer que são iguais! - entre os gritos das torcidas do Tigre e a do Cruzeiro, de Minas.

Mas que fique claro: o importante é cantar o seu amor ao clube de coração. Até porque, no fim das contas: "nada se cria, tudo se copia", já dizia o Chacrinha.



"Vamos, vamos, Criciúma!
Vamos, vamos a ganhar!
Vou aonde você for,
só pra ver você jogar.
Com coração e muito amor,
é o Tigre mais querido do Brasil!"

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Seis pontos, um blog e um balde


Esse fim de semana será interessante para quem acompanha futebol. Jogos, como sempre, não faltarão.

Mas o diferencial da vez: jogos à rodo em que se decide o futuro do campeonato. Tome emoção, feras!

Raposa e Verdão, em Minas. Seis pontos. Tricolores e rubro-negros, em São Paulo. Seis pontos. Baianos e curitibanos, em Salvador. Outros seis pontos.

Para os que estão lá embaixo na tabela: Santos e Fluminense, na Vila. E leia-se: Kléber Pereira versus Thiago Silva.

Sem contar com os dois jogos de três pontos certos. O líder Grêmio contra o Goiás, em Porto Alegre. E o Botafogo contra um Internacional em crise, no Rio.

Esse fim de campeonato pode nos reservar agradáveis surpresas. Uma briga acirrada pelo título, por exemplo. Há tempos não se vê isso por essas bandas. Fora a briga pelas vagas da Libertadores.

E outras, não tão agradáveis assim: Flu e Santos estão perto da Série B, o que, no mínimo, garante boas atrações para o fim do ano.

(Mais GRANDES na segundona? Essa crise futebolística que não tem fim...)

**


Uma dica paraolímpica.

Para quem se interessa por esportes amadores, o blog do Clodoaldo Silva é uma boa pedida.

É uma oportunidade para se interar sobre esse mundo que nem sempre nos vêm à imprensa.


**

Não se falou nem irá se falar da atuação da "seleção" do Brasil por aqui.

Motivos? Muitos.

Mas o principal reside na idéia básica de que não se deve chutar cachorro morto.

Dunga e seus pupílos "morreram" diante da Bolívia.

Não ei de chutá-los, se não acabo por acertar o balde!


créditos das imagens:
1- CBF News
(tabela referente à 24a rodada da Série A)
Ipatinga x Atlético MG, Atlético PR x Portuguesa, Grêmio x Goiás, Cruzeiro x Palmeiras,
São Paulo x Flamengo, Vasco x Náutico, Sport x Figueirense, Santos x Fluminense, Botafogo x Internacional e Vitória x Coritiba

2- Portal Terra

(Clodoaldo é nadador portador de deficiência cerebral e representante brasileiro nas Paraolimpíadas de Pequim)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Morumbi canta!

Eis que os tricolores do São Paulo Futebol Clube cantam aqui no Depois do Lance:



"Tricolor tu és a paixão,
tricolor tu és alegria,
tricolor tu és meu viver,
tricolor eu amo você!

Como eu te amo tricolor!
Como eu te amo demais!

No dia em que tu não existir
eu nao quero sorrir nunca mais!"

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

BRAsil dos contrastes


Que o Brasil é o país dos contrastes, todos sabemos. Aqui e acolá vemos provas disso.

Pois bem, apesar disso, alguém - dos poucos que lêem esse espaço - entende o que se passa com os atletas olímpicos daqui?

Nas Olimpíadas desse ano, o Brasil terminou, como em todas as anteriores, devendo, e devendo muito. Motivos não faltam para explicar isso.

Ok, mas e o quadro de medalhas das Paraolimpíadas de Pequim? Sétimo lugar! Até o momento, são 20 medalhas, 8 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze.

Quem vos fala não entende isso.

E que não se apele para a infame "piada" de falar que "até os sem pernas ou braços ou visão conseguem mais feitos que os saudáveis".

Não existe incentivo, fato notório. Não existe quase (!) nada, por assim dizer, em favor dos atletas, fato também sabido.

Agora, uma dúvida mais prática: o nosso Comitê Olímpico trabalha melhor ou pior que o, também nosso, Comitê Paraolímpico?

Os números estão aí.

Batamos na tecla novamente: os atletas do Brasil são heróis pura e simplesmente por serem atletas do Brasil!

Isso não deve sair de pauta.

Dirigentes incapazes, governantes omissos produzindo resultados abaixo do esperado. Os atletas, nesse caso, são apenas peça de manobra visando eleições, seja em federações, confederações, câmaras, senados, etc.

crédito da imagem: Portal Terra/Agência Xinhua
(Daniel Dias, prata nos 50m borboleta na classe S5)


terça-feira, 9 de setembro de 2008

Botafogo e sua torcida

Com vocês a torcida do Botafogo de Futebol e Regatas e o seu "E ninguém cala":



"E ninguém cala
esse nosso amor.
E é por isso que eu canto assim,
é por ti Fogo"