segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Corroborações olímpicas

China, Pequim: encerraram-se os Jogos de 2008.

Mais quatro anos em que a chama olímpica ficará quieta, apagada, fria e em silêncio.

Mais quatro anos para vermos esses tais a seguir juntos novamente: Phelps, Kitajima, Cielo, Coventry, Bernard, Rice, Bryant, James, Gasol, Isinbayeva, Bolt, Stanley, Giba, Gustavo, Mari, Fabi, Fabiana, Walsh, May, Nadal, Ricardo, Emanuel, Marta, Cristiane, Daniela, Aguero, Messi e tantos outros fora-de-série do esporte mundial.

Londres, Reino Unido, em 2012. Nosso próximo encontro.

Sem a nata olímpica em cena, resta aos meros mortais contentarmo-nos em acompanhar o futebol de sempre - que nem sempre enche os olhos -, mas que quase nunca nos abandona aos domingos.

Dada a despedida e a falta de esperança de bons espetáculos, diz-se: vamos às batidas de teclas que valeram a pena.

Recaptulemos o que foi dito aqui sobre as olimpíadas e que, no fim das contas e dos próprios Jogos, mostraram-se relevantes.

O tal do Cielo nadou para 21s30 nos 50 livre, portanto, abaixo de 22 segundos. O Depois do Lance mostrando-se capaz de captar no ar, e nas águas, as esperanças da nossa natação publicou o texto Cielo e a barreira dos 22 segundos.

A única nota baixa para nós ficou por conta de Thiago Pereira que terminou os Jogos sem nada no pescoço. Pena.

Phelps. O que falar desse coisa das águas? Um post foi feito aqui somente para tratar de seus planos: "Quero ser o primeiro Michael Phelps".

E o blogueiro se orgulha em dizer que viu a final do revezamento 4x100 e a final dos 100 borboleta. Incrível!

No âmbito do atletismo o post Notícia Relâmpago tratou pela primeira vez de Usain Bolt. Texto curto, ligeiro, tal qual esse jamaicano.

Meras corroborações, pequeno texto tático e simples para servir de link entre o fim das Olimpíadas e o que já foi falado nesse espaço sobre os chamados esportes amadores.

**

Equanto isso...

Urgente, urgente! COB promete superar a China no quadro de medalhas em Londres: "as 15 desse ano não foram nada perto do que virá".

Obs: deixando a brincadeira de lado e falando sério. Temos eleições por aí. Mais quatro anos de incompetência?

domingo, 24 de agosto de 2008

Erramos!

No post anterior cometemos um erro grave. Esquecemos de Maurren Maggi e seu ouro mais do que inédito no salto em distância.

A vergonha se abate aos do Depois do Lance. Erro pateticamente amador e, acima de tudo, inaceitável.

Decicar um post às mulheres atletas do Brasil e se furtar a falar da primeira medalhista de ouro do país? Incrivelmente grotesca a situação.

Perdão não resolve.

Mas o mínimo foi feito.

Erro assumido.

sábado, 23 de agosto de 2008

O sagrado feminino

Carol, Fofão, Sheilla, Mari, Paula Pequeno, Sassá, Jaqueline, Thaísa, Walewska, Fabiana, Fabi, Valeskinha e, principalmente, Ketleyn e Natália.

Mulheres do Brasil. Atletas, daqui, que fizeram o inédito.

A olimpíada mais feminina, do ponto de vista canarinho, foi essa.

Nunca uma mulher brasileira havia conquistado uma medalha em um esporte individual.

Pois tome!

A China viu Ketleyn Quadros tomar o bronze pra si no judô, e viu também Natália Falavigna medalhar bronzeado no taekwondo.

Essa coisa de que luta é para homens caiu por terra - ou tatame? - nesses Jogos.

O porém continua sendo o que já é batido: tudo feito feito sem planejamento adequado, tudo muito alheio às medidas governamentais, até porque quase não existem.

E quanto aos doze primeiros nomes da lista do início do texto, o blogueiro diz o seguinte: país do futebol que nada! Como negar o voleibol? Como não aceitar a excelência dessas meninas?

Único esporte que, na prática, possui planejamento de base aqui por essas bandas.

Esse post é todo dedicado à mulheres atletas do Brasil, com grandes, imensas e orgulhosas lembranças à nossa verdadeira seleção de futebol.

Quem do lado macho dos campos joga mais que Marta? Eu não sei, sinceramente.

Mas como quem voz fala passou a gostar deveras de vôlei...

Uma hora da manhã - daqui a pouco! - o negócio é o seguinte: bola no chão dos americanos e, claro, Giba neles, rapaziada!

Obs: E as unhas, cadê?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Aos vencedores o bronze, mas bem que mereciam um ouro

Em pequim, está a maior delegação brasileira de toda história olímpica do país.

Na china, os atletas daqui fazem um esforço - quase todo alheio a qualquer suporte governamental - para ganhar uma medalha.

Quantos desses nossos atletas foram apenas a "passeio" para os Jogos?

Quantos desses nossos guerreiros e guerreiras tem algum tipo, mínimo que for, de base - seja ela financeira ou material ou psicológica?

Respostas fáceis, na ponta da língua: o Brasil é a mais verdadeira antítese olímpica da China, por exemplo. Enquanto lá os investimentos no esporte são assombrosos, aqui o abandono pauta a vida desses atletas.

Até agora são dois ouros, três pratas e sete bronzes.

A maior delegação de nossa história trará doze, treze (!) medalhas?

Muito pouco. Pouquíssimo!

Mas ainda assim esses atletas, tanto os medalhistas - poucos que são - quanto os não-medalhistas, devem receber premiações e presentes e mimos dourados.

Ser atleta no Brasil é dose, meus caros.

Ser atleta no Brasil e, apesar disso (!), conseguir a façanha de ganhar uma medalha olímpica? Pai do céu! Nesse caso o bronze e a prata se tornam ouro.

Clap, clap, clap para os nossos atletas e vaias aos nossos dirigentes!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A velocidade do amor

O grande Bob Marley pregava o amor como o caminho da salvação para a humanidade.

Bob Marley era da Jamaica.

O amor da música de Marley norteia o caminho de muitos - se não o faz, no mínimo, deveria.

Além disso, a Jamaica é o país mais rápido das pistas olímpicas.

Usain Bolt, ouro, e Shelly-Ann Fraser, ouro, e Sherone Simpson, prata, e Kerron Stewart, prata, são da Jamaica.

O Caribe respira amor e velocidade.

Amor pregado pela música e a velocidade mostrada em 9s69 - feito de Bolt - e 10s78 - feito de Fraser - nos 100m rasos.

A Jamaica prega, por ora, o amor mais rápido do mundo.

Pouca coisa? Não!

O primeiro porém: o famigerado doping.

Suspeitas pairam sobre Usain Bolt. A maneira como terminou sua prova - braços abertos, soco no peito e um baita sorriso, antes mesmo de ultrapassar a linha de chegada. Estranho realmente.

Mas será que o homem dos 9s69 correu dopado?

Esse é um porém muito grande. Tão grande que assusta. E ele ainda correrá os 200m rasos, prova na qual é mais do que favorito.

Espera-se, apenas - e não que isso seja pouco- que tudo isso seja especulação. Mas também, obviamente, o blogueiro preza pela limpeza no esporte. Tudo o que é injusto e trapaça deve ser proibido.

Mas o segundo porém está ao lado de Bolt: ainda não se provou nada.

E o resumo dessa prova se dá pela seguinte frase e/ou contestação: o amor - lento à primeira vista - de Bob Marley foi absurdamente acelerado por seus compatriotas em Pequim.

A velocidade do amor cresceu.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Emoção, franqueza e garra

O melhor do bronze de Cesar Cielo Filho na prova dos 100m livre esteve guardado para o final, logo após a prova.

Não foi a quebra do recorde sul-americano, não foi a primeira medalha da natação brasileira em Pequim, não foi o fato de Cielo ter nadado a final na raia 8 - onde as ondulações são maiores se comparadas com as raias centrais -, nada disso saltou mais aos olhos do blogueiro que o choro do brasileiro ao sair da piscina.

Cielo chorou pelas dificuldades que enfrentou na prova e pelo bronze e pelo recorde e pela sua família e por tudo o que passou pela sua cabeça naquele momento.

Marearam-se ainda mais os olhos quando se fez silêncio.

Cesar Cielo falou o que este que voz fala quer ouvir de todos os atletas do Brasil - sejam os que estão na China, como os que não estão: "Vou ganhar o ouro nos 50".

Entrar n`água, na quadra, no campo, na arena, no tatame, na pista para simplesmente fazer figuração, simplesmente participar. Coisa pouca, isso sim.

"Vou ganhar o ouro nos 50". É assim que se fala. Mesmo que não ganhe a prova, Cesar Cielo msotrou-se um vencedor.

A emoção de um nadador, a franqueza e a garra de um atleta foram os pontos altos desta madrugada.

Com ouro ou sem ouro, Cesar Cielo ganhou um admirador.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Salve, salve os chineses!

Pequim, China, 2008. Que esses jogos jamais sejam esquecidos!

Ainda faltam muitos dias de competição, sem dúvida. Mas tudo indica que estas olimpíadas serão inesquecíveis.

Exemplo?

Michael Phelps já é o maior atleta olímpico de todos os tempos. E ele ainda tentará ganhar mais três ouros - feito bastante provável.

A apresentação na final dos 4x100m livre da equipe dos EUA está sendo considerada a mais impressionante de todos os tempos.

Os 100 metros rasos do atletismo - Usain Bolt contra Asafa Powell contra Tyson Gay -, promete ter a final mais emocionante da história. Michael Johnson, ex-corredor e atual recordista mundial nos 200 e 400 metros rasos, concorda com a tese: "poderá ser a final mais incrível de todos os tempos."

Mais?

O time de vôlei de Bernandinho e cia está prestes a se tornar o time mais vencedor de todos os tempos, incluindo todos as equipes de esportes coletivos - seja a modalidade que for.

A equipe de ginástica feminina do Brasil conseguiu, pela primeira vez (!), chegar a uma final olímpica. Neste caso, o oitavo lugar é uma vitória sem precedentes.

Outros feitos poderão e deverão (!) vir.

(Falta capacidade ao blogueiro para processar todos os dados olímpicos. Muitas que são, as informações vindas de Pequim e da história dos tempos olímpicos são densas, lindas e humano-esportivas de tal forma que fundem, do modo mais absurdamente positivo que existe, a cabeça de quem as tem e/ou tenta entender.)

Provas não faltam e não faltarão. A tendência é que, realmente, esses jogos sejam de uma grandeza jamais vista.

Salve, salve os chineses!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A madrugada de Jason Lezak

Quem já acompanhou alguma final olímpica de natação sabe que o recorde mundial a ser quebrado vem, no decorrer da prova, representado por uma linha.

Essa tal linha, geralmente, fica a frente dos atletas que estão na piscina. Afinal, ela representa um recorde! E como um recorde não é facilmente batido, é normal que eles, os recordes, caiam pouco a pouco, décimo a décimo.

Pois bem, agora a pouco a final dos 4x100 livre foi realizada no Cubo D`água em Pequim.

Mas onde estava a nossa linha?

Simplesmente, cinco (!) das oito equipes que ali estavam fecharam a prova abaixo do recorde mundial.

Os EUA fizeram 3m 08s 24, praticamente 4 segundos melhor do que a antiga marca.

Onde estava a linha?

Ah, essa linha! Ela estava 4 segundos atrás de Jason Lezak, americano que fechou a prova, com incríveis 46s06 em sua parcial.

Lezak, entrou n`água meio corpo atrás do francês Alain Bernad.

A vitória americana veio na batida de mão.

De arrepiar!

Essa final valeu a madrugada!

Apenas um detalhe a salientar: Michael Phelps abriu a prova para os americanos, e, portando, conquistou o seu segundo ouro em Pequim.

Faltam 6, rapaz! E este blogueiro aqui está sem unhas de tanto torcer por esse animal das águas de outro mundo.

domingo, 10 de agosto de 2008

Lágrimas de ouro




No pódio dos 400m medley, agora pouco, houve uma surpresa. Não com relação aos atletas que ali em cima estavam. O impressionante Michael Phelps estava lá, no topo. O primeiro dos (prováveis) oito ouros do norte-americano.


A supresa foi reservada para o momento específico em que o hino dos Eua ecoava no Cubo D`água, em Pequim.


Phelps, cada vez mais próximo de ser o maior nadador da história, chorava.


A medalha de ouro, a sétima de sua carreira, em seu peito.


Olhos mareados de um homem cujos limites estão tão a frente dos demais que pensar que ele - o mamífero aquático mais humano que existe - é, na verdade, um animal vindo das águas de outro mundo, não é de todo um exagero.


Homens vencedores também choram.

crédito da imagem: Reuters

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Explicações e notícia

Camaradas virtuais, o Depois do Lance lhe deve explicações. Sem dúvida! Estamos em dívida com o nosso público internauta. Por motivos de força maior o nosso querido blog esteve "abandonado". Nossa ausência, porém, não nos agradou. Mas como tudo na vida é um ciclo... É dada a hora da retomada do Depois do Lance. Em um ciclo olímpico, e ainda mais esportivo - se é que seria possível esportivizar ainda mais esse espaço -, esse blog vem com tudo e mais um pouco. Segurem-se!

**

A Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) decidiu a favor dos clubes europeus, em detrimento das federações nacionais e seus respectivos jogadores. Tudo isso referente ao impasse com relação à liberação de jogadores, pertencentes a clubes europeus, para que atuassem em suas seleções nos Jogos de Pequim.

Em recente declaração, Diego, jogador do Werder Bremen da Alemanha, diz-se tranquilo quanto a sua participação nas Olimpíadas:
"Não tem porque voltar atrás. É um sonho que eu tenho. A fifa apóia a decisão que eu tive, portanto está tudo certo".

Ele tem razão. A FIFA desaprova a decisão dos clubes de se recusarem a liberar seus jogadores para os Jogos da China. O presidente da entidade, Joseph Blatter, falou que está surpreso com essas ações arbitrárias dos clubes do velho continente, e também que os jogadores tem o direito de jogar pelas suas seleções quando forem chamados.

Joan Laporta, presidente do Barcelona, clube no qual o argentino Lionel Messi joga - ele também foi proibido de estar em Pequim, embora já esteja lá -, disse que o clube catalão está apenas reclamando seus direitos.

Por mais desnecessário que seja, ainda vale a pena ressaltar que quem sai perdendo no fim dessa prosa - infeliz e patética, por sinal - somos nós, seguidores - quando não participantes, de uma forma ou de outra - do esporte.

fonte: Reuters

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A primeira das boas

À frente a primeira das boas (!) rodadas desse Brasileiro.

Dos 6 primeiros na tabela, 4 se enfrentam: Cruzeiro e São Paulo, e Palmeiras e Náutico.

Flamengo e Grêmio, primeiro e segundo colocados, pegam, respectivamente, Sport (atual campeão da Copa do Brasil) e Internacional - um Gre-Nal minha gente!

No geral, jogo fácil apenas terá o Vasco - o time do Ipatinga é, no mínimo, de Série B.

De resto, jogos interessantes - até Flu e Bota terá.

Oba!

Portando e enfim, será um fim de semana em que, domingo a noite, a tabela poderá sofrer mudanças.

Palpites?

Grêmio em primeiro (vitória em casa contra um Inter atrapalhado é até provável); Flamengo em segundo (os cariocas em boa fase e o Sport em casa, por isso, um ponto para ambos); Cruzeiro em terceiro (não irá afinar pros paulistas feito o Flamengo); em quarto o Palmeiras (jogando em casa, deve botar três pontos no bolso); em quinto o surpreendente Náutico (olha os pernambucanos resistindo no G4); e em sexto o São Paulo (passará ileso, de novo, em outro confronto direto).



"Liberdade, liberdade, abre as asas sobre o Vasco!"

Erga as mãos quem nunca desdenhou do time rival.

Se ponha de pé aquele que nunca desejou o fim de seu time rival.

Pois, aqueles dotados de inteligência, ao contrário dos de cima, sabem o seguinte: ter um rival só procede - no real sentido de rivalidade - se este "oposto" a você tem forças suficientes para lhe ameaçar. Ameaçar seu posto de melhor, seu posto de ganhador, por mais oscilante que seja.

Times rivais deveriam, sempre, desejar o bem, mínimo (!), do outro. Sem um o outro não é tão grande como deveria ser, e o outro sem o um, também, se apequena.

Aos rivais do Clube de Regatas Vasco da Gama: o seu rival - o maior no caso dos rubro-negros - está para ressurgir das cinzas euricanas.

O que seria do Fla sem o Flu? O que seria do Flamengo sem o Vasco? Do Botafogo sem o Fluminense? Do Inter sem o Grêmio? Do Palmeiras sem o Corinthians? Do Galo sem o Cruzeiro?

O que seria do futebol? O que seria do futebol se houvesse Flamengo e não houvesse o Vasco?

É como acontece com os dentes! Isso mesmo.

Um dente sem seu opositor imediato, seja abaixo ou acima, tende a entrar em "crise" - faltam ao blogueiro conhecimentos dentários mais profundos.

Quem deseja o bem de seu time deve, de maneira sábia - e até mesmo racional demais! -, torcer, veladamente claro, para que o seu rival imediato não seja extinto, não seja saqueado.

Pegando carona com quem sabe falar as coisas, e o Depois do Lance nunca se cansa em se colocar em seu lugar - blog de aprendizes que é-, citemos Juca Kfouri:

"Liberdade, liberdade, abre as asas sobre o Vasco!"

(E que se complete a música antes que seja tarde.)

...e que a voz da rivalidade seja sempre a nosssa voz.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Me dá que é meu!



Eis que o meio de semana do futebol entra em cena, novamente.



Quarta-feira, depois da boa e velha novelinha, o Fluminense tentará o inédito.

(Enquanto isso, a cidade de São Paulo acompanhará o jogo entre Bragantino e Corinthians, na TV Globo - jogo de Série B vale mais que final de Libertadores?! Culpa do "bando de loucos" que vestem branco e preto, milhões deles!)
O Flu, contra os mais de 2800 metros de altura e, também (!), contra os equatorianos da LDU, aplicará, se Nelson Rodrigues quiser - e ele há de querer, certamente -, o "me dá que é meu".
Basta ter uma equipe melhor?
Basta ser, previamente, considerado o time favorito no confronto final?
Basta ter uns dos melhores, se não o melhor, zaqueiro que atua no Brasil?
Não!
Mostrar-se superior dentros das linhas do campo é o que vale, realmente.
O próprio Flamengo e seus 4 a 2 de vantagem sobre o América mexicano estão aí para comprovar.
A vitóra vem para aqueles dotados da exata (!) noção da possibilidade do acontecimento desta mesma vitória.
O sucesso nasce da consciência e do auto-conhecimento referente às próprias qualidades e possibilidades de êxito.
Os tricolores parecem ter isso tudo em mente.
Dirá o Fluminense, gloriosamente e enfim:
- Cai fora, LDU! Me dá que é meu!
Tomara.





crédito da imagem: globoesporte.com


sábado, 21 de junho de 2008

Exemplo


Recepção do líbero Alan, levantamento de Marlon, e ataque fulminante do central Eder: ponto brasileiro!

França zero, Brasil três.

Com cara nova e com Nalbert em quadra - notícia mais que boa - a seleção de Bernardinho mostra um trabalho que, para leigos em vôlei (olha aqui a mão erguida!), é surpreendente.

Porém, surpreende cada vez menos.

Campeão de tudo o que é possível, nosso vôlei não conta com apenas uns 13, 14 bons jogadores, e sim com toda uma estrutura, desde as categorias de base, e com uma comissão técnica atenta a novos talentos.

Medalha certa nas olímpíadas!

Agora, pensemos...

Estrturação desde as categorias menores?

Trabalho sério para as olimpíadas?

Mesmo com esse belo exemplo, existem pessoas que fazem tudo às avessas.

E aí, serviu a algúem essa carapuça?


crédito da imagem: divulgação/FIVB


Obs.: Nossa "reportagem" não encontrou ninguém que quisesse dar declarações sobre a situação da seleção olímpica (?!) de futebol do Brasil.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pretensão infundada



Piada, segundo o Dicionário Houaiss, é, entre outros sentidos, alguém ou algo que tem má qualidade ou é ridículo, especialmente quando demonstra uma pretensão infundada.

Desde o meio do ano de 2006, certas pessoas vêm nos contando seguidas piadas de mau gosto (!), ou, no mínimo, de gosto duvidoso.

Levante a mão quem - por uma extrema dose de consciência futebolística, e também, de amor próprio - não preferiu, seriamente (por mais que não o fizesse de fato), ir dormir a ficar vendo o jogo de ontem.

Por favor, não se acanhem.
A mão blogueira de quem voz fala está erquida, quase ao teto.

Entre bocejos e xingamentos, a seleção (a do Dunga, porque a do Brasil não joga faz tempo!) jogava - tentava, sejamos lúcidos.
Patético.

Um time, por mais não-brilhante que possa ser (condição aceitável) tem que ser, por obrigação, minimante capaz de ganhar.

Não conseguir ao menos pleitear uma vitória, essa sim é a piada.

"Alguém ou algo que tem má qualidade ou é ridículo, especialmente quando demonstra uma pretensão infundada".

Pretensão infundada. Pai do Céu!

Chegamos, enfim e infelizmente, ao fundo do poço.

O "técnico" Dunga nos fez (Opa! Ele fez sozinho) chegar ao ponto de perceber que a pretensão primeira e eterna de nosso selecionado, a vitória, é uma coisa infundada.

Basta ter olhos - por mais que semi-fechados devido ao sono incontrolável - para perceber que para o Brasil, de hoje, ganhar é preciso mudar o enredo dessa piada.

Ou melhor!

Há de chegar o dia em que o Brasil deixará, por fim e para sempre, de ser piada, e passará a ser -condição não mais que devida e obrigatória - vitoriosa.


crédito da imagem: Carolina Elustondo/globoesporte.com

Atualização às 15:25:
A "reportagem" do Depois do Lance apurou que Dunga, nesse momento, tira uma pestana. Justamente! O enredo do sonho? Será que maquina mais uma piada para nos contar? Deus queira que não.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A Liga dos monstros



A Liga dos monstros de 2007/2008 se encerrou.
22 anos sem nada no bolso, o Boston Celtics é campeão mais uma vez da NBA.
Quem torceu para os Lakers, simplesmente para que houvesse o sétimo e último confronto, se deu mal!
O blogueiro se inclui nessa turma.
Uma pena!
Fiquemos, por uns tempos, sem Kobe e Garnett, o tal 5 - em verde! - da foto.

PS. Hoje a noite tem Brasil contra os hermanos. E a essa hora, segundo nossa "reportagem", em mais um "furo", o Dunga tira uma soneca.
crédito da imagem: celtics.com

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Sábado e domingo



Notícias boas e notícias, digamos, nem tão boas assim.

Assim foi o fim de semana esportivo.

Sábado, no Maracanã, o Flamengo mostrou (4 a 2 para o São Paulo), mais uma vez, que, ainda (!), não está pronto para brigar pelo título. É bem verdade que continua a ocupar a primeira posição do campeonato. Mas o gol, o segundo de Borges na partida, mostrou resquícios dos "áureos" tempos em que os rubro-negros apenas brigavam na parte de baixo da tabela.

A boa nova? Ibson voltou a jogar o que sabe, e o São Paulo, ao que parece, voltou a ser São Paulo. Ainda bem!

(Sábado? Ah! Sábado a seleção de Dunga se preparava para pegar o Paraguai.)

Lá pras sete horas, também no sádabo, o Góias se confirmou como o time a ser batido na disputa para cair (!) para a Segunda Divisão. Será difícil! O time é fraco e foi batido pelo Grêmio, 3 a 0, em Goiânia.

Boa nova? Claro! Os gaúchos só não são líderes porque perdem no saldo de gols para o Flamengo.

Em Recife, Náutico e Vasco jogaram em um gramado abaixo da crítica. Incomcebível! Salvo o gol de bicicleta dos pernambucanos e a torcida do time da casa, nada a declarar.

(Domingo de manhã, Dunga e o Brasil esperavam o Paraguai. Esperavam, esperavam...)

No Ibirapuera, em São Paulo, o Brasil, do vôlei, mostrava sua força. Com dificuldades - surpreendentes até - batia, no set desempate, a Sérvia, cheia de jovens em quadra.

A boa notícia? Nalbert voltou a ser Nalbert. Içaaa!

(Nesta hora o Dunga, em Assunção, ainda esperava o início do jogo.)

A boa nova do domingão?

Se houve alguma, se tivemos sorte suficiente de terminar o fim de semana com uma boa notícia ela seria a seguinte:

Calma, flamenguistas! Calma, santistas! O Cabanas, agora, mostrou que é bom mesmo. Vocês não perderam para qualquer um. O "bolinha" meteu gol no Dunga também!

Ah, sim! Quarta-feira, em BH, tem Brasil e Argentina.

(Agora o Dunga está almoçando.)

PS. Para quem gosta de basquete... A NBA está uma coisa. Lakers (2) e Celtics(3). Pai do Céu! Terça tem mais Kobe, e o tal monstro do Garnett.
crédito da imagem: O Globo online

sábado, 14 de junho de 2008

E agora, Goiás?

Sem a coisa da atualidade do jornalismo, mas vamos lá.

Sport versus Corinthians, quarta-feria a noite.

2 a 0 pros recifenses.

Pênalti não marcado em Acosta.

Sport campeão.

Mas tinham goianos envolvidos.

Pois sim!

Romerito, jogador do Goiás (atleta do Sport. Sejamos justos!), estava em campo, após o jogo, a comemorar o título.

E agora Goiás? Vale a pena ter um jogador com a cabeça em outro time em seu próprio elenco?

O Romerito do Sport não será igual ao Romerito do Goiás, definitivamente.

A truculência jurídica nunca compensará e/ou substituirá (!) o bom senso.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Vamos resumir?


A polêmica referente ao gol da vitória do Cruzeiro diante do Vasco foi liquidada.

Como assim?

Pois é isso mesmo.

Dos inteligentes sempre vêm coisas boas.

Hoje pela manhã isso se confirmou uma vez mais.

Paulo Vinícus Coelho nos fez esse enorme favor e terminou, simples e sucintamente, com as discussões que ainda (!) poderia render o tal gol dos mineiros:

Licença para matar

Ok, ok,

Wilson Souza de Mendonça agiu certo ao marcar tiro livre indireto no lance de Tiago.

A regra dá a ele essa permissão.
Aliás, na regra do futebol chama-se interpretação.

Pois há duas no lance em questão.
Uma, aquela que não permite condenar o árbitro.

Ao tocar a bola com as mãos, numa bola em que ele poderia usar os pés (interpretação), Tiago renuncia a tocá-la de novo.


Daí, marca-se tiro livre indireto.


A outra:


Tiago fez a defesa em dois tempos.


Depois de escorá-la com as mãos, Tiago não joga com os pés.

Apenas segue o curso da bola até pegá-la com as mãos.


Se quisesse interpretar assim, Wílson Souza de Mendonça poderia, não poderia?


Sim, a regra dá a ele licença para matar.

Significa que não errou do ponto de vista do árbitro.


Do ponto de vista do bom senso, essa qualidade lhe faltou.



Obs. O presidente interino do time curzmaltino, "Euvírus" Miranda (boa Kajuru!), organizará um pretesto contra a arbritagem. Mais uma para a lista de palhaçadas - para não dizer mais - desse cartola ultrapassado - novamente para não dizer mais.


crédito da imagem: Rodrigo Clemente/FolhaPress


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Quatro em um

Parte 1

Dezesseis anos depois o Flamengo volta a liderar o Campeonato Brasileiro.

Em cinco rodadas, tem o artilheiro, Marcinho (com cinco gols); o melhor ataque (com 11); e a segunda melhor defesa (sofreu apenas dois gols).

Quem diria...

Houve quem pensasse que o ano rubro-negro estaria perdido depois do vexame diante do América mexicano.

Surpreendente.

Esse ano de 2008 ainda pode dar um caldo em vermelho e preto.

Veremos.

Parte 2

Luxa e seu Palmeiras mega, super, ultra candidato ao título nacional andam mal das pernas.

O Sport, com um time de reservas em campo, deixou o Verd(ão ou inho?) a ver navios em Recife.

O mesmo Sport que tenta estragar a provável festa corinthiana, na quarta-feira, pela final da Copa do Brasil.

Série A e Libertadores, em 2009, seria algo que nem o mais fanático torcedor do Corinthians poderia prever após a tragédia do ano passado.

Parte 3

São Paulo 5, Galo 1.

Será? Será o anúncio da arrancada tricolor em 2008?

Muricy firme no cargo de novo?

As feridas nascidas da derrota para o Flu na Libertadores já cicatrizaram?

O São Paulo, por ora, é só dúvidas.

Já o Atletico-MG é, notoriamente, candidato a ficar, apenas (!), no meio da tabela.

Dá jeito nisso Gallo!

Parte 4

Quinta-feira que vem, no Palestra, e sábado, no Maracanã: Professor Luxa versus Cruzeiro e Flamengo versus São Paulo, respectivamente.

Uma rodada para responder quatro questões, justificando o título do post: a liderança permanecerá com os cariocas? O Cruzeiro tomará a frente de novo? O "grande" Luxermburgo mostrará finalmente a que veio? O São Paulo mostrarará que, realmente, está recuperado da queda diante do Fluminense?

Meras questões que, facilmente, podem ser derrubadas no final dessa semana, como também, podem ficar durante semanas e meses (!) pairando no ar.

Em negrito (e itálico!) estão as correções da data do jogo entre Palmeiras e Cruzeiro, e também entre Flamengo e São Paulo. Boa Felipão!


(atualização feita às 00:39 de terça-feria, 10 de junho)